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Facção: Polícia mira núcleo financeiro em MT

Polícia Civil cumpre mandados contra núcleo financeiro de facção em Rondonópolis e Cuiabá

A Polícia Civil de Mato Grosso executou três mandados de busca e apreensão nesta quarta-feira (21), divididos entre as cidades de Rondonópolis e Cuiabá, com o objetivo de desarticular o braço econômico de uma organização criminosa voltada ao tráfico de drogas. De acordo com as autoridades, uma das principais alvos da operação geria as finanças da facção diretamente de dentro da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, na capital.

Operação em presídio e cidades do estado A execução das ordens judiciais ficou a cargo de agentes da Delegacia de Polícia de Mirassol D’Oeste. Na operação, duas ordens foram cumpridas no município de Rondonópolis e a terceira dentro do estabelecimento prisional cuiabano, onde a mulher permanece reclusa. A ofensiva tem como meta coletar evidências sobre a arquitetura e a circulação de capitais ilícitos gerados pelo crime organizado.

Funções de tesouraria atrás das grades Conforme as apurações policiais, a detenta exercia atribuições centrais como tesoureira, supervisionando registros contábeis, coordenando transações e gerindo o caixa da quadrilha. Os levantamentos apontam ainda que ela se comunicava com cúmplices do lado de fora para garantir a continuidade da lavagem de dinheiro e do fluxo financeiro do grupo criminoso.

Combate ao capital ilícito e novas provas O foco da atuação policial recai sobre a engrenagem de captação e dispersão de verbas oriundas do tráfico na região oeste mato-grossense, identificando quem executa pagamentos e gerencia os ativos.

O delegado Gustavo Ataíde, responsável pelo caso, informou que o avanço das apurações ocorreu após a análise de celulares, documentos, registros financeiros e outros materiais recolhidos em etapas anteriores. Segundo ele, esses elementos permitiram identificar novas conexões e ampliar o conhecimento sobre o funcionamento do núcleo econômico da organização.

Materiais apreendidos e origem judicial Os policiais priorizaram a coleta de itens que ajudem a mapear o fluxo de capitais e o papel de cada suspeito, incluindo celulares, papéis contábeis e comprovantes bancários. As ordens foram expedidas pelo Juízo das Garantias do Polo de Cáceres após representação da Polícia Civil.

A realização de buscas e a existência de indícios investigativos não equivalem a uma condenação. A responsabilidade criminal de cada pessoa deve ser estabelecida conforme as provas e o devido processo legal.

Próximos passos da investigação Com o material confiscado, os investigadores pretendem cruzar dados para detalhar a atuação dos envolvidos e embasar as próximas fases do inquérito policial.