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Padrasto é preso em MT após agredir enteado de 4 anos

Padrasto é preso por agredir enteado de 4 anos e deixar hematomas e queimadura em Mato Grosso

Um homem de 30 anos foi preso em flagrante nesta quinta-feira em Pontes e Lacerda, Mato Grosso, sob a acusação de torturar e espancar o próprio enteado, uma criança de apenas quatro anos de idade que apresentava múltiplas marcas de violência pelo corpo.

Como a denúncia chegou às autoridades

O caso veio à tona quando a mãe da vítima compareceu à delegacia local para relatar os maus-tratos. De acordo com o relato policial, a mulher deixou o menino sob a guarda do companheiro durante a quarta-feira, já que o suspeito não havia ido trabalhar. No horário do almoço, ao retornar à residência, ela notou uma lesão de queimadura na boca da vítima, justificativa que o padrasto atribuiu a um suposto acidente com chá quente enquanto tomava banho.

A situação se agravou no período noturno e na manhã seguinte. Quando a mãe foi dar banho no filho, encontrou diversas marcas roxas e lesões nas nádegas, na face e na orelha. A criança confirmou à genitora que as agressões foram cometidas pelo padrasto durante o período em que ficaram sozinhos em casa.

Ação policial e histórico criminal

Diante da denúncia, agentes da Polícia Civil se deslocaram rapidamente até o endereço da família e efetuaram a captura do suspeito. Durante o interrogatório na delegacia, o homem confessou ter batido no menino, justificando os atos de violência com a alegação de que o menino seria “arteiro”.

O autor foi formalmente autuado pelo crime de lesão corporal no âmbito da violência doméstica e familiar, com base nas normativas do Código Penal e da Lei nº 14.344/2022, conhecida como Lei Henry Borel. Além disso, as autoridades descobriram que o indivíduo já possuía antecedentes criminais registrados em 2024, no Mato Grosso do Sul, por descumprimento de medida protetiva direcionada a uma ex-companheira.

Devido ao histórico de violência, à extrema vulnerabilidade da vítima e ao perigo de novos ataques, a Polícia Civil representou junto ao Poder Judiciário pela conversão da prisão em flagrante em preventiva, além de solicitar medidas protetivas urgentes para garantir a segurança física e emocional da criança. O inquérito continua em andamento para a completa elucidação do caso.