Sete pessoas foram presas nesta quinta-feira (3) pela Polícia Civil durante a Operação Carta Contemplada 2, que investiga um suposto esquema de estelionato responsável por fazer mais de 50 vítimas em Sinop. As investigações também apontam que o grupo mantinha atuação em Sorriso.
A operação foi conduzida pela Primeira Delegacia de Polícia de Sinop, com apoio da Delegacia de Polícia de Sorriso. Ao todo, foram cumpridos sete mandados de prisão e 11 de busca e apreensão.
Além das prisões, a Justiça determinou o sequestro de dois veículos, o bloqueio de seis contas bancárias e a suspensão de um site e de perfis em redes sociais relacionados à empresa investigada.
De acordo com a Polícia Civil, o grupo estaria em atividade desde 2022 e utilizava escritórios instalados em Sinop e Sorriso para atrair clientes.
As vítimas eram abordadas principalmente por meio de anúncios nas redes sociais, que ofereciam supostas cartas de crédito para a compra de imóveis. Durante as negociações, os interessados eram convencidos a pagar um valor de entrada.
A promessa era de que o crédito seria liberado em um período de 90 a 120 dias. No entanto, depois que os pagamentos eram realizados, o dinheiro não era disponibilizado.
Conforme a investigação, ao procurar a empresa para cobrar a liberação do crédito, as vítimas descobriam que haviam sido incluídas em contratos de cartas de crédito com condições diferentes daquelas apresentadas durante a negociação.
Casal é detido no aeroporto
A Polícia Civil antecipou a operação após descobrir que um casal apontado como possível liderança do esquema havia comprado passagens para deixar o Brasil.
Com o risco de fuga, os investigadores montaram uma ação emergencial e localizaram os dois no Aeroporto de Sinop. O casal foi preso antes de conseguir embarcar.
Enquanto as prisões eram realizadas, outras equipes cumpriam mandados de busca e apreensão nos escritórios utilizados pela empresa em Sinop e Sorriso e em outros endereços relacionados aos investigados.
Segundo a Polícia Civil, todos os sete alvos dos mandados de prisão foram localizados.
Investigação busca identificar prejuízo
Com os investigados presos, a Polícia Civil agora concentra os trabalhos na identificação de todas as vítimas e no levantamento do prejuízo causado pelo suposto esquema.
Os investigadores também estão rastreando os valores movimentados durante as negociações para tentar descobrir o destino do dinheiro.
A apuração continua para identificar possíveis novas vítimas, esclarecer a participação de cada investigado e verificar a existência de outros crimes relacionados ao caso.







