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Mario Frias é alvo de operação da PF por desvio em emendas

Projeto pago com emenda de Mario Frias não teve execução comprovada

A Polícia Federal deflagrou a Operação Make Up para investigar supostos desvios de recursos públicos federais oriundos de emendas parlamentares, tendo como um dos principais alvos o deputado federal Mario Frias (PL-SP).

Operação Make Up e mandados judiciais Autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, a ação policial cumpriu 49 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal, em São Paulo, no Rio de Janeiro e no Ceará. O parlamentar teve aparelhos eletrônicos apreendidos em sua residência e foi proibido de deixar o país, além de ter recebido ordens para não se comunicar com os demais investigados devido ao risco de evasão.

Produtora e projetos sociais questionados A produtora Karina Gama, presidente do Instituto Conhecer Brasil e da Academia Nacional de Cultura, também foi alvo dos mandados. A investigação aponta que um projeto de R$ 1 milhão voltado à capacitação de 250 multiplicadores e 2.250 estudantes em Pirassununga, batizado de Jovem Empreendedor, não teve as metas cumpridas conforme constatado pela Controladoria-Geral da União, levando o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação a rejeitar a prestação de contas.

Irregularidades em iniciativas esportivas Outro projeto custeado por verba direcionada pelo parlamentar, chamado Lutando pela Vida e orçado em igual valor para atender 500 beneficiários com atividades esportivas, apresentou falhas na comprovação integral da execução, na entrega de materiais e nos pagamentos de serviços. Adicionalmente, emendas que somavam R$ 1,15 milhão enviadas pelos deputados Marcos Pollon e Bia Kicis à Academia Nacional de Cultura sequer tiveram execução financeira.

Cadeia de repasses financeiros A apuração da Polícia Federal identificou uma rede de transferências entre organizações ligadas ao instituto e à produtora do filme Dark Horse, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. No início de 2025, R$ 700 mil recebidos pelo instituto foram repassados a empresas do empresário Heric Dias, alvo da operação. Mais tarde, no fim do mesmo ano, outra empresa do grupo transferiu R$ 750 mil para a Go Up Entertainment, produtora do longa-metragem.

Movimentações financeiras e defesa Os investigadores também questionaram uma transferência direta de R$ 645,4 mil feita da conta pessoal de Mario Frias para a produtora do filme durante as gravações, valor incompatível com o salário parlamentar de R$ 44.008,52 mensais. Em vídeo nas redes sociais, o deputado negou irregularidades, classificou a ação como cortina de fumaça e argumentou que os recursos vão diretamente do Tesouro para os órgãos executores, não passando por suas mãos.