Durante coletiva realizada nesta sexta-feira (16), o responsável pela DHPP de Sorriso, Bruno França, confirmou a apreensão de um adolescente suspeito de participação direta no homicídio de Graziela Cristina da Silva Alves, de 18 anos. A jovem foi morta na madrugada de quinta-feira (15), dentro da própria residência, no bairro Novos Campos, em Sorriso.
Segundo o delegado, o menor apreendido admitiu envolvimento no crime. Com isso, a Polícia Civil de Mato Grosso já contabilizava dois suspeitos detidos até aquele momento. As investigações seguem para esclarecer toda a dinâmica do homicídio e o grau de participação de cada envolvido.
Conforme apurado, no momento do crime, Graziela estava em um dos quartos da casa acompanhada de três irmãos. A mãe não se encontrava na residência. Um dos adolescentes relatou à polícia que dormia ao lado da irmã quando percebeu a entrada de três homens no cômodo, que em seguida a levaram para a sala.
De acordo com os relatos colhidos durante a apuração, a vítima teria sido submetida a uma chamada de vídeo, enquanto os suspeitos insistiam em acusações. Antes de deixarem o local, eles ainda teriam exigido que a jovem informasse a senha do telefone celular. Após a ação, os envolvidos fugiram utilizando uma bicicleta motorizada de cor azul.
Já no início da noite de sexta-feira, um terceiro suspeito se apresentou espontaneamente à Polícia Civil, sendo preso e confirmado pelos investigadores como o último dos três envolvidos que estiveram dentro da residência e participaram diretamente do crime. Com isso, todos os suspeitos apontados até o momento estão sob custódia.
O delegado Paulo Brambilla informou que o terceiro detido, de 19 anos, apresentou a mesma versão relatada pelos demais suspeitos, afirmando que a morte de Graziela teria sido determinada por um grupo criminoso.
Ainda na sexta-feira, a Polícia Civil recebeu a informação de que exames preliminares realizados no Instituto Médico Legal indicam a possibilidade de que a jovem estivesse grávida. A confirmação, no entanto, depende da conclusão do laudo médico.
A Politec realizou a perícia no local do crime, constatando perfurações na região do pescoço da vítima. O caso segue sob investigação da Polícia Civil.







