Com registros de até 42,3°C aferidos pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Rondonópolis destacou-se recentemente entre os municípios brasileiros com as maiores temperaturas.
O impacto das ilhas de calor
Diante desse cenário de calor extremo, torna-se cada vez mais urgente adotar medidas de arborização urbana para combater as chamadas ilhas de calor, fenômeno caracterizado pela absorção de radiação solar pelo asfalto e concreto, elevando expressivamento os termômetros nas zonas urbanas.
Pesquisas ambientais indicam que ruas e avenidas contempladas com vegetação contínua e arborização adequada conseguem apresentar marcas térmicas até 8°C inferiores às registradas em vias totalmente sem sombra.
Como a natureza age contra as altas temperaturas
Essa diminuição do impacto térmico acontece primordialmente devido à sombra projetada diretamente no solo e ao mecanismo de evapotranspiração, por meio do qual os vegetais devolvem umidade para a atmosfera.
Ações recentes no município refletem essa preocupação: a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Agricultura e Pecuária (Semmaap) registrou a introdução de aproximadamente 50 mil mudas ornamentais e árvores em praças, canteiros e vias públicas ao longo de um período de 21 meses.
Benefícios além do alívio térmico
O manejo da vegetação urbana traz vantagens expressivas:
Microclima e refrescamento: A intercepção dos raios solares impede que o pavimento acumule calor durante o dia e o libere para o ar no período noturno;
Qualidade do ar e saúde: A absorção de CO2 por meio da fotossíntese otimiza a dispersão de poluentes e diminui a incidência de problemas de saúde decorrentes do estresse térmico e da desidratação;
Economia de energia: Espaços sombreados diminuem a dependência de aparelhos de ar-condicionado em residências e estabelecimentos comerciais.
A expansão das áreas verdes permanece como estratégia fundamental para atenuar as máximas térmicas esperadas durante o atual período de forte calor no interior mato-grossense.







