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Justiça revoga prisão de empresária investigada em operação da PF

A Justiça Federal revogou a prisão preventiva da advogada e empresária Thatiana Rabelo Mesquita Theodoro, detida durante a Operação Bóreas. Com a decisão, ela deverá usar tornozeleira eletrônica e cumprir outras medidas cautelares.

A determinação foi assinada pelo juiz André Dias Irigon, da 4ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Tocantins. Thatiana havia sido presa na terça-feira (25) e encaminhada à Cadeia Pública Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá, após audiência de custódia.

A operação da Polícia Federal investiga uma suposta organização criminosa envolvida no tráfico internacional de drogas e armas. Conforme a investigação, a empresária seria integrante do núcleo financeiro e patrimonial do grupo e teria participado da ocultação de recursos por meio de contas bancárias, imóveis e joias.

Thatiana é sócia-administradora da TRMT Restaurante Ltda., responsável pelo Tatu Bola Bar, localizado na região da Praça Popular, em Cuiabá, e também integra o quadro societário de outras empresas.

Ao analisar o caso, o magistrado considerou que ainda existem indícios de participação da investigada nos fatos apurados. No entanto, avaliou que não havia elementos atuais e individualizados suficientes para justificar a continuidade da prisão preventiva.

A decisão levou em conta que as buscas e apreensões já foram realizadas, reduzindo os riscos de destruição de provas, combinação de versões ou fuga. O juiz também observou que a empresária possui endereço fixo, é mãe de uma criança de 9 anos, não teria outros antecedentes criminais e exerce regularmente as atividades de advogada e empresária.

Segundo o magistrado, não foram apresentados indícios específicos de violência, grave ameaça, liderança operacional do suposto grupo, tentativa de fuga, repetição de crimes ou descumprimento anterior de medidas judiciais.

Além do monitoramento eletrônico, Thatiana deverá comparecer mensalmente à Justiça, manter endereço e dados de contato atualizados e não poderá se comunicar com os demais investigados. Ela também está proibida de deixar o Brasil e deverá entregar seus passaportes. A Polícia Federal foi comunicada para impedir a saída do país e a emissão de um novo documento.