Uma caminhada e uma ação de panfletagem tomaram as ruas do centro de Sinop na manhã desta quarta-feira (14), reunindo autoridades e a comunidade em prol da segurança feminina. Organizado pela Coordenadoria de Políticas Públicas para Mulheres (CPPM) e pela Rede de Enfrentamento e Combate à Violência Doméstica, o evento serviu para antecipar as mobilizações do Dia Nacional de Luto e de Memória às Mulheres Vítimas de Feminicídio, data oficializada em 17 de outubro.
Trajeto e união de forças
O ato público teve início no cruzamento das avenidas das Sibipirunas e Governador Júlio Campos, de onde os participantes caminharam em direção à Praça da Bíblia. O percurso culminou em uma cerimônia de homenagem às vítimas, contando com a presença de representantes do Poder Judiciário, forças de segurança, setor educacional e organizações sociais do município.
Identificando os sinais de alerta
Durante a panfletagem, o foco principal foi orientar a população sobre como reconhecer os primeiros indícios de relacionamentos abusivos. Comportamentos como ciúme possessivo, controle excessivo, ameaças constantes e agressões verbais foram apontados como o gatilho para crimes mais graves.
O ciclo da violência e prevenção
A juíza Rosângela Zacarkim dos Santos, titular da 2ª Vara Criminal da comarca, pontuou que o feminicídio representa o desfecho trágico de uma escalada contínua de abusos. Para ela, interromper esse processo de forma imediata é a única maneira de salvar vidas e proteger os filhos e familiares que sofrem com o trauma.
Educação e rede de apoio
Como parte das estratégias de prevenção, a rede municipal de ensino integrou o tema ao currículo escolar. Desde a Educação Infantil até o Ensino Fundamental, o respeito mútuo e a rejeição à violência são debatidos transversalmente. Além disso, Sinop conta com uma estrutura robusta de apoio que integra mais de 30 entidades, oferecendo suporte jurídico, psicológico e social através de órgãos públicos e do terceiro setor.
Canais de denúncia no estado
Os organizadores reforçaram que a violência no âmbito doméstico não pode ser vista como um problema exclusivo da esfera privada. Vizinhos, amigos e parentes têm papel fundamental e podem utilizar canais oficiais para interromper agressões. O Ligue 180 atende em âmbito nacional de forma gratuita e sigilosa, enquanto o 190 da Polícia Militar deve ser acionado em casos de emergência e flagrante. As vítimas também podem buscar atendimento presencial na Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM) para solicitar Medidas Protetivas de Urgência.







