Leitor MT
Carregando clima...

TRE-MT miram jovens, biometria, acessibilidade e projeção de novos eleitores em 2026

Com o calendário eleitoral avançando, o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) intensifica o planejamento e as ações voltadas à regularização do eleitorado no Estado. A presidente da Corte, Serly Marcondes Alves, apresentou a estrutura preparada para atender a população até o encerramento do cadastro eleitoral, marcado para o dia 6 de maio, prazo legal que antecede as eleições em 150 dias.

Atualmente, Mato Grosso conta com 2.553.640 eleitores aptos. A expectativa da Justiça Eleitoral é que, até o fechamento do cadastro, cerca de 100 mil pessoas procurem os cartórios eleitorais para realizar o primeiro alistamento, transferir o domicílio eleitoral ou regularizar títulos cancelados. Com isso, o Estado pode alcançar 2.663.640 eleitores aptos a votar.

Para garantir que esse público não perca o prazo, o TRE-MT prepara campanhas informativas e ações presenciais, reforçando a importância de manter a situação eleitoral em dia. O juiz auxiliar da Presidência, Luis Aparecido Bortolussi Júnior, alertou para o aumento da procura de última hora, fenômeno que já se repetiu em eleições anteriores.

“Nas eleições municipais passadas, chegamos a atender cerca de 30 mil pessoas nos últimos dias. Isso gera frustração para quem perde o prazo e também para a Justiça Eleitoral, que trabalha para garantir o direito ao voto com responsabilidade e planejamento”, destacou.

Jovens no foco das ações

Um dos públicos prioritários é o jovem eleitor, especialmente estudantes entre 15 e 17 anos, faixa etária em que o voto é facultativo. Por meio da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), o TRE desenvolve o projeto “Voto Consciente”, que promove visitas guiadas à sede do Tribunal e palestras em escolas de Ensino Médio.

A iniciativa busca aproximar os jovens da política institucional, explicando o funcionamento da Justiça Eleitoral, o papel dos Poderes e as atribuições dos cargos eletivos, como vereadores, prefeitos, deputados, senadores, governadores e presidente da República.

Segundo a presidente do TRE-MT, apenas 59 mil jovens nessa faixa etária possuem título eleitoral no Estado, número considerado baixo diante do potencial de participação desse público.

Avanço da biometria eleitoral

Outro ponto destacado foi a ampliação do cadastramento biométrico em Mato Grosso. De acordo com o coordenador da Corregedoria Regional Eleitoral, Breno Sirugi Gasparoto, a cobertura biométrica saltou de 81,96% em 2020 para 91,48% em 2026.

A ação integra a Campanha Biometria 100%, alinhada a um projeto nacional do Tribunal Superior Eleitoral. Até o momento, cerca de 30 municípios já atingiram índices próximos a 98%, e novas mobilizações seguirão até o fechamento do cadastro.

Após o prazo legal, nenhum procedimento de coleta biométrica poderá ser realizado, sendo retomado apenas após o segundo turno das eleições.

Acessibilidade e inclusão do eleitor com deficiência

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que 72,8 mil pessoas em Mato Grosso possuem algum tipo de deficiência ou mobilidade reduzida. No entanto, apenas 22 mil eleitores informaram essa condição à Justiça Eleitoral.

A presidente do TRE-MT reforçou a importância desse registro, que permite a organização de seções eleitorais mais acessíveis, com prioridade para locais no térreo ou com melhor estrutura de acesso.

“Quando o eleitor informa sua condição, contribui para evitar dificuldades no dia da votação e garante mais autonomia, segurança e respeito. A acessibilidade começa com a informação correta”, enfatizou.

Planejamento e transparência

O diretor-geral do TRE-MT, Mauro Sérgio Rodrigues Diogo, destacou que o atendimento ao público foi mantido mesmo durante o recesso forense, inclusive com funcionamento de posto eleitoral em shopping da capital.

Ele lembrou ainda que o planejamento das eleições foi aprovado com um ano de antecedência e envolve desafios logísticos em todo o Estado, que possui 142 municípios, incluindo seções eleitorais em aldeias indígenas e comunidades quilombolas.

“A urna que chega à sede do TRE é a mesma que precisa chegar ao eleitor, seja de avião, barco ou estrada. Nosso compromisso é garantir que o voto chegue a todos”, concluiu.

Com informações TRE-MT