Uma falha na interpretação de estatísticas fez com que a Justiça Eleitoral divulgasse incorretamente que mais de 4 mil seções eleitorais haviam alterado de endereço entre o primeiro e o segundo turno do pleito deste ano.
O esclarecimento sobre o erro nos dados
O equívoco aconteceu após os dados serem comparados de forma equivocada com o histórico acumulado desde o pleito de 2024. A assessoria do Tribunal Superior Eleitoral apontou que houve falha no momento em que os Tribunais Regionais Eleitorais alimentaram a base digital.
“Esse número de 4.352 seções alteradas é irreal. Não ocorreram alterações de locais em 4.352 seções do 1º para o 2º turno no Brasil inteiro. Foi uma verificação equivocada desse dado. Esse dado de 4,3 mil seções alteradas é de 2024 para 2026”, afirmou o desembargador.
Atualização do número de alterações
Após a correção, o total oficial de locais de votação modificados para a votação do próximo domingo foi reduzido para 343. O sistema ELO, responsável por centralizar essas informações, segue em processo de depuração e queda contínua nos registros.
“Há uma necessidade de revisitação de toda a situação anterior ao primeiro turno. Então, ele [o número] vem, muito provavelmente, e é o que está acontecendo, caindo”, disse.
O presidente da corte destacou divergências pontuais entre o sistema nacional e os relatórios estaduais, como em Minas Gerais e no Piauí, onde os números locais oficiais se mostraram inferiores aos exibidos inicialmente pela plataforma centralizada.
Orientações importantes para o eleitorado
As modificações de endereços costumam ocorrer devido a questões estruturais ou climáticas identificadas pelos juízes dos cartórios locais. Apesar disso, magistrados ressaltam que o volume total de trocas registrou queda expressiva de 85% em relação ao pleito de 2022.
“Os juízes eleitorais divulgam, por todos os meios de comunicação, quando isso acontece e colocam avisos nos locais antigos, onde houve a mudança. Há sempre uma faixa avisando o novo local. Não há prejuízo aos eleitores, não há nenhuma situação de insegurança, é rotina”, afirmou.
Para evitar transtornos, a recomendação é realizar a consulta exclusivamente nos canais oficiais, como o aplicativo e-Título ou os portais do TSE e dos TREs, desconfiando de links compartilhados em redes sociais e aplicativos de mensagens.
“Além de colocar os avisos, o rádio fica divulgando constantemente. É um aviso muito efetivo, de uma forma que não há notícias de que eleitores tenham deixado de votar porque houve, eventualmente, essa alteração, que, repito, é uma rotina em todas as eleições”, completou o desembargador.







