Investidores com interesse em Mato Grosso se reuniram recentemente na capital estadual para debater as perspectivas econômicas proporcionadas pela ZPE de Cáceres, em um evento estratégico voltado a esclarecer dúvidas sobre o polo de exportação.
Seminário estratégico na Fiemt
A conferência ocorreu na última quarta-feira (14), na sede da Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso (Fiemt), sendo organizada em conjunto com a Administradora da Zona de Processamento de Exportação de Cáceres (Azpec), a própria ZPE de Cáceres e a Invest MT. A iniciativa também recebeu suporte do LIDE Mato Grosso e da Associação Brasileira de Zonas de Processamento de Exportação (Abrazpe).
Silvio Rangel, presidente do Sistema Fiemt, sinalizou que debates semelhantes devem ocorrer em outras cidades mato-grossenses para captar novos capitais. O dirigente também apontou a necessidade de melhorias na logística multimodal para facilitar o comércio com nações sul-americanas.
Foco na industrialização e verticalização
Durante o encontro, autoridades reforçaram a urgência de transformar a economia regional. A secretária Mayran Beckman, da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), pontuou que o território se destaca na produção agropecuária e na preservação ambiental, cobrando avanços na verticalização da produção para evitar a dependência exclusiva de mercadorias brutas.
O governo estadual tem direcionado aportes para energia, transporte e capacitação profissional, visando atrair companhias focadas em agregar valor aos itens fabricados na região, conforme destacou a pasta econômica.
Atração de negócios e exportações
O secretário-executivo do Conselho Nacional das Zonas de Processamento de Exportação (CZPE), Fábio Pucci, frisou que a meta central dessas áreas é alavancar o crescimento socioeconômico regional através de incentivos a companhias voltadas ao mercado externo, gerando novos postos de trabalho e riquezas.
Francis Maris, presidente da Azpec, confirmou que o local já conta com operação ativa voltada para a exportação de madeira teca. Além disso, há negociações avançadas com os setores de mel, mármore, aves e derivados da soja, com planos para instalar uma esmagadora que substitua o envio do grão bruto por produtos processados, como farelo e óleo.







