Uma força-tarefa deflagrada nesta segunda-feira (19 de outubro de 2026) resultou na prisão em flagrante de três indivíduos envolvidos em um esquema clandestino de desvio de eletricidade em uma mineradora localizada na zona rural de Cuiabá.
A Operação Amanhecer e o monitoramento
Batizada de Operação Amanhecer, a ação uniu forças da Energisa Mato Grosso, da Polícia Civil, por intermédio da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf), e da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec). O estabelecimento já estava sob o radar das equipes de inteligência devido a suspeitas de fraudes repetidas no sistema de medição.
Modus operandi nos fins de semana
A investigação constatou que o local utilizava uma estratégia específica para ocultar a prática ilícita. Aos finais de semana, toda a carga da mineradora era direcionada para uma rede paralela desprovida de medidor, permitindo que o maquinário pesado funcionasse sem registrar o consumo oficial na concessionária. As equipes surpreenderam o esquema em plena atividade nas primeiras horas da manhã, momento em que houve uma tentativa sem sucesso de desligar a fiação irregular antes da chegada policial.
Desdobramentos e prisões realizadas
O gerente do empreendimento revelou aos policiais o endereço do proprietário. Embora o dono não tenha sido encontrado em sua residência, as autoridades descobriram que a própria casa dele também possuía uma ligação clandestina, o que motivou a prisão em flagrante de sua esposa.
No total, a operação resultou em três detenções: O gerente da mineradora; O técnico apontado como executor das ligações clandestinas, conhecido como “gateiro”; A esposa do proprietário, flagrada com desvio de energia na residência.
Sobre a recorrência do crime, Luciano Lima, gerente de Combate a Perdas da Energisa Mato Grosso, destacou: “Desfazer uma ligação irregular resolve aquela situação, mas o acompanhamento precisa continuar. A reincidência mostra a importância de reunir informações técnicas e investigação policial para identificar como o desvio é feito e quem participa dele. É esse trabalho conjunto que permite enfrentar a prática de forma mais consistente”.
Riscos e canais de denúncia
Considerado crime previsto no Código Penal sob as tipificações de furto e estelionato, o desvio de eletricidade compromete a segurança coletiva, elevando os riscos de curtos-circuitos, incêndios e apagões na região. A população pode colaborar com denúncias sigilosas através dos números 190 (Polícia Militar), 197 (Polícia Civil), 181 (Disque-Denúncia) ou pelos canais oficiais da concessionária.







