A prisão preventiva do motorista de aplicativo de 32 anos, apontado como suspeito de participação no assassinato de Dhone Baltazar de Sousa, de 40 anos, foi mantida pela Justiça em Sinop. A determinação judicial ocorreu em audiência de custódia conduzida pela magistrada Giselda Regina Sobreira de Oliveira Andrade, titular da 1ª Vara Criminal.
Dinâmica do crime e investigações
O corpo da vítima foi localizado nas imediações da estrada Virgínia. Conforme a apuração policial, Dhone foi induzido a comparecer a uma casa no bairro Jardim Boa Esperança, local onde acabou sendo emboscado por vários indivíduos.
A pista que levou os agentes até o automóvel utilizado no transporte foi um ticket de shopping achado próximo ao cadáver. O comprovante trazia a placa de um VW Polo cinza, encontrado posteriormente na avenida Maringá durante diligências policiais.
Durante a abordagem, o condutor confessou que a vítima foi colocada no porta-malas do seu veículo VW Polo. O motorista também admitiu, segundo o boletim de ocorrência, que recebeu R$ 200 pela corrida, valor que teria sido comprovado por meio de aplicativo de pagamentos. Em seguida, foi orientado a seguir até a estrada Virgínia, onde Dhone ainda estaria vivo, mas teria sido esfaqueado pelos suspeitos antes da fuga.
Desdobramentos e apreensões
Terminada a execução, o grupo retornou para a residência situada no bairro Boa Esperança. Munidos de informações sobre a presença de um menor no imóvel, os policiais realizaram uma operação integrada que resultou na abordagem de suspeitos em tentativa de fuga pulando muros.
Dois adolescentes de 17 anos foram apreendidos na ocasião. Durante interrogatórios separados, ambos teriam apresentado versões semelhantes sobre a participação no homicídio e na ocultação do cadáver. De acordo com o boletim, os suspeitos relataram que o quarto suspeito teria recebido a missão de matar a vítima. Ainda conforme os relatos registrados pela polícia, outros envolvidos teriam sido convocados para espancar, amarrar e torturar Dhone antes de matá-lo. Em troca, receberiam 100 gramas de uma substância análoga à pasta-base de cocaína.
As autoridades policiais continuam as diligências para identificar e localizar eventuais novos participantes no crime. Enquanto isso, os menores apreendidos permanecem à disposição da Justiça da Infância e da Juventude.







