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Golpe do sósia: tecnologia é usada para burlar biometria facial

Golpe do sósia usa tecnologia para tentar burlar biometria

Uma nova tática criminosa chamada de golpe do sósia está utilizando sistemas de comparação facial para encontrar pessoas parecidas com os próprios fraudadores. O método foi revelado no Mapa da Fraude do primeiro semestre de 2026, apontando uma inversão nas estratégias tradicionais de roubo de identidade.

Como funciona a nova fraude de identidade

Em vez de buscar os dados de uma vítima específica para depois tentar falsificá-los, os criminosos agora partem de suas próprias feições. Utilizando motores de comparação facial e bancos de dados ilícitos, eles buscam pessoas com alta semelhança física que possam passar por validações biométricas em cadastros e aberturas de contas.

Essa evolução tecnológica mostra que os infratores também estão aproveitando recursos modernos para tentar burlar barreiras de segurança digital em processos de validação.

Milhões de tentativas bloqueadas no Brasil

As soluções de proteção digital conseguiram barrar 2,86 milhões de tentativas de fraude de identidade entre janeiro e junho de 2026. O montante representa um salto de 32,9% na comparação com o mesmo período do ano anterior, indicando uma ocorrência de alto risco interceptada a cada 5,5 segundos. Com essas barreiras, estima-se que R$ 3,77 bilhões em prejuízos foram evitados no país.

Por que a biometria isolada não é suficiente

Especialistas em segurança alertam que o reconhecimento facial jamais deve funcionar como a única camada de autenticação. Para mitigar riscos, é fundamental associar a imagem a outros sinais de validação, tais como:

  • Prova de vida e checagem de documentos
  • Conferência rigorosa de cadastros
  • Análise do aparelho e do comportamento digital
  • Avaliação ampla de riscos

Quando combinadas, essas camadas conseguem identificar inconsistências sutis que a simples conferência do rosto deixaria passar.

Dicas essenciais para proteger seus dados

Para evitar cair nesse tipo de golpe, os consumidores devem redobrar os cuidados com imagens e informações pessoais. As principais recomendações de segurança incluem:

  • Evitar o envio de selfies com documentos em redes sociais ou aplicativos de mensagens
  • Informar dados pessoais e biométricos exclusivamente em plataformas oficiais
  • Utilizar senhas robustas e ativar a autenticação em dois fatores no celular
  • Ignorar pedidos suspeitos de reconhecimento facial enviados por links ou QR codes
  • Monitorar o CPF de forma constante em busca de movimentações anômalas

As companhias também precisam adotar uma postura defensiva integrada, unindo biometria, análise documental e monitoramento contínuo para barrar fraudadores que contam com a semelhança física para cometer crimes.