O depoimento do ex-secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, previsto inicialmente para esta quarta-feira (26), foi oficialmente transferido para a próxima sessão da CPI da Saúde, marcada para o dia 2 de setembro. O anúncio foi feito durante a reunião do colegiado realizada hoje.
O contexto da convocação A presença do ex-gestor na comissão foi garantida na semana passada por uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que derrubou as tentativas do político de evitar a oitiva. A determinação judicial foi lida formalmente no plenário antes da remarcação.
Tentativa de adiamento e justificativas Para tentar escapar da sabatina, a defesa do ex-secretário alegou constrangimento e desconforto político devido ao período eleitoral, já que ele é candidato a deputado estadual nas próximas eleições.
Depoimento reservado da ex-adjunta Com a mudança no cronograma, a comissão parlamentar direcionou os trabalhos para ouvir a ex-secretária adjunta da pasta, Caroline Campos Dobes. Representada por seu advogado Ricardo Monteiro, ela solicitou que sua oitiva ocorresse a portas fechadas.
Decisão do colegiado O pedido de sigilo foi submetido à votação pelo deputado Wilson Santos e acabou sendo acatado por unanimidade pelos membros presentes na sessão da assembleia legislativa.
O escopo das investigações Instaurada no âmbito estadual, a CPI da Saúde tem como objetivo principal investigar supostas irregularidades em licitações, processos de compra e na gestão de serviços médicos entre os anos de 2019 e 2025. O foco principal recae sobre dispensas licitatórias durante a pandemia e contratos hospitalares regionais.







