O Poder Judiciário de Mato Grosso realiza até sexta-feira (28) o Mutirão de Conciliação Bancária, uma iniciativa que prevê a realização de cerca de 200 sessões para a resolução de conflitos entre consumidores e bancos. A mobilização destaca oportunidades de acordo para quem busca sair do vermelho.
Como funcionam as negociações
Iniciada na última segunda-feira (24), a força-tarefa faz parte de uma mobilização nacional organizada pelo Fórum Nacional da Mediação e Conciliação (Fonamec), com o suporte da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), instituições financeiras e o respaldo do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). No estado, a coordenação fica a cargo do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec).
Durante a programação, o foco principal são pendências relacionadas a cartão de crédito, cheque especial, empréstimos, crédito consignado e financiamentos. Uma parcela dos casos foi previamente mapeada pelas empresas participantes, com intimações já enviadas aos envolvidos.
Atendimento virtual e flexibilidade
Para facilitar a participação, cerca de 104 processos estão na pauta do Cejusc Virtual Estadual, enquanto os Juizados Especiais concentram outras 73 audiências abertas a comarcas mato-grossenses. O formato digital permite que o cidadão participe por celular ou computador, de qualquer lugar, eliminando barreiras geográficas.
A juíza auxiliar da Corregedoria-Geral da Justiça e coordenadora do Nupemec, Cristiane Padim, reforça que qualquer tipo de débito pode ser renegociado, independentemente de quando foi contraído. A magistrada aponta que mudanças na situação financeira permitem novas oportunidades de quitação.
O serviço continua após o mutirão
Apesar da concentração de esforços até o final da semana, o Tribunal de Justiça esclarece que o acesso à conciliação não se encerra na sexta-feira. Os Centros Judiciários de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejuscs) funcionam o ano todo nos fóruns locais, permitindo acordos tanto antes quanto depois do ajuizamento de ações.
Consumidores que enfrentam o quadro de superendividamento, acumulando obrigações com múltiplos credores, também encontram suporte para repactuar o passivo de forma conjunta, respeitando sua capacidade de pagamento atual.
A população pode buscar o apoio do Judiciário estadual permanentemente para solucionar pendências financeiras de maneira rápida, pacífica e sem a necessidade de grandes burocracias.






