A Cédula de Produto Rural (CPR) aparece entre as principais formas de captação. Em julho de 2026, o estoque desse título alcançou R$ 580,78 bilhões. O montante estava distribuído em aproximadamente 372 mil operações, com valor médio de R$ 1,56 milhão cada.
Somente no primeiro mês do novo ciclo agrícola, as emissões de CPR chegaram a R$ 37,53 bilhões. O resultado demonstra a procura dos produtores e das empresas por alternativas de crédito fora das linhas tradicionais.
Outro instrumento com forte presença no financiamento do setor é a Letra de Crédito do Agronegócio (LCA), cujo estoque atingiu R$ 560,37 bilhões. Conforme as regras previstas no Manual de Crédito Rural, pelo menos 60% desse valor precisa retornar ao agronegócio.
Na prática, a exigência representa R$ 336,22 bilhões direcionados à cadeia produtiva. Dentro desse volume, R$ 151,30 bilhões devem ser aplicados obrigatoriamente em operações do crédito rural oficial.
Outras modalidades também ampliaram a disponibilidade de recursos. Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) somaram R$ 174,20 bilhões, enquanto os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA) alcançaram R$ 30,21 bilhões.
Já os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro) registraram patrimônio líquido de R$ 64,13 bilhões.
Os números apresentados pelo Mapa reforçam a importância do financiamento privado para custear a produção, os investimentos e a comercialização no campo, especialmente diante da crescente necessidade de capital para sustentar o desenvolvimento do agronegócio nacional.






