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Delegados da PF criticam afastamento de chefes pelo STF

Delegados criticam afastamento de chefe da PF por decisão monocrática

A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) manifestou forte oposição nesta terça-feira (8) contra a decisão liminar que removeu o diretor-geral Andrei Rodrigues e o chefe de Inteligência, Leandro Almada, de seus cargos na corporação.

Exigência de deliberação pelo plenário do STF

Para a entidade, que representa cerca de 2,3 mil profissionais, a remoção da autoridade máxima de uma instituição permanente prevista na Constituição Federal deveria ser decidida exclusivamente pelo plenário do Supremo Tribunal Federal, vetando atos monocráticos individuais.

A nota oficial destaca que a cautela é ainda mais urgente quando investigações em andamento na própria Corte citam ministros do tribunal. O colegiado pleno seria indispensável para garantir o devido processo legal e evitar a nulidade de investigações em curso.

Crise institucional e ausência de procedimentos formais

A ADPF classificou o episódio como uma crise institucional grave, ressaltando que a falta de inquéritos, ações penais ou processos administrativos disciplinares contra os diretores fragiliza a base jurídica da medida cautelar assinada pelo ministro André Mendonça.

A organização pediu serenidade aos envolvidos e respeito aos ritos processuais, enfatizando que o momento exige cautela para evitar a exposição pública indevida de agentes da lei.

Propostas para o futuro da corporation

Diante da repetição de conflitos, a associação retomou o debate sobre a mudança estrutural na escolha do comando da polícia judiciária, apontando que o modelo atual submete a cúpula a critérios puramente políticos e conjunturais.

Para solucionar a instabilidade, a ADPF defende a aprovação da PEC nº 412/2009, que tramita no Congresso. O texto prevê autonomia orçamentária e administrativa, além de estabelecer que o diretor-geral seja escolhido por meio de lista tríplice eleita pelos próprios delegados.

O novo modelo busca garantir estabilidade ao dirigente, substituindo a lealdade política por um compromisso direto com a sociedade e com a própria instituição policial.