O governo federal elevou a estimativa para o salário mínimo de 2027 e passou a projetar um valor de R$ 1.741. A previsão será incluída no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA), que deverá ser encaminhado ao Congresso Nacional até o fim deste mês.
A nova projeção representa um aumento em relação à estimativa apresentada anteriormente na Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027. No documento, o governo havia calculado que o piso nacional chegaria a R$ 1.717 no próximo ano.
Apesar da nova previsão, o valor ainda não é definitivo. O salário mínimo poderá sofrer alterações até o fim de 2026, já que o cálculo final depende dos indicadores econômicos que serão conhecidos ao longo do ano.
Valor definitivo será conhecido no fim do ano
O valor oficial do salário mínimo de 2027 deverá ser definido em dezembro, após a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) referente a novembro.
A atualização considera as regras estabelecidas pela legislação para o reajuste do piso nacional. Por isso, mudanças nos índices utilizados no cálculo podem alterar a estimativa apresentada pelo governo.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, informou que participou de uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e outros integrantes da equipe econômica para concluir a proposta do Orçamento de 2027 que será enviada ao Congresso.
Segundo o ministro, a previsão apresentada pelo governo contempla um cenário de superávit, com expectativa de que as receitas superem as despesas no próximo ano.
Reajuste também afeta benefícios
Durigan também descartou a possibilidade de desvincular o salário mínimo dos benefícios sociais que atualmente têm seus valores relacionados ao piso nacional.
Com isso, uma eventual elevação do salário mínimo também deverá refletir nos benefícios da Previdência Social e em outros pagamentos que utilizam o piso nacional como referência.
Atualmente, o salário mínimo está em R$ 1.621, valor que passou a vigorar em 2026 após reajuste de 6,79%.
A definição do novo piso para 2027, portanto, ainda dependerá dos indicadores econômicos que serão divulgados até o final deste ano.







