Duas barreiras simultâneas da operação Lei Seca montadas na Avenida das Torres, em Cuiabá, resultaram na prisão em flagrante de três motoristas por embriaguez ao volante durante a madrugada da última sexta-feira (30). De acordo com os dados oficiais repassados pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), os agentes abordaram 194 condutores e aplicaram 197 testes de alcoolemia em ambos os sentidos da via.
Balanço de infrações e veículos removidos
Além dos casos de álcool ao volante, a fiscalização contabilizou oito recusas na hora de soprar o bafômetro. O saldo da operação incluiu a remoção de 39 conduções irregulares ao pátio — sendo 30 automóveis e nove motocicletas — somando 60 autuações por diversos tipos de descumprimento às leis de trânsito vigentes.
As equipes de trânsito registraram ocorrências variadas que abrangeram desde a falta da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) até o licenciamento vencido. Um dos pontos que chamou a atenção dos fiscais foi a aplicação de duas multas específicas pelo uso de calçados inadequados, a exemplo de chinelos frouxos ou saltos que atrapalham o acionamento dos pedais.
O que diz a lei sobre calçados e embriaguez
Conforme o artigo 252, inciso IV, do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), é proibido guiar utilizando sapatos que não se fixem adequadamente aos pés ou que prejudiquem o controle dos comandos. Trata-se de uma infração de natureza média, focada estritamente na segurança da condução e na prevenção de acidentes causados por falhas mecânicas ou escorregões.
No tocante à ingestão de bebida alcoólica, as punições variam entre o artigo 165 do CTB, para quem é flagrado dirigindo alcoolizado, e o artigo 165-A, direcionado aos condutores que se recusam a passar pelo teste de alcoolemia ou exames clínicos. Ambas as condutas configuram infrações gravíssimas, penalizadas com multa multiplicada por dez e suspensão da CNH por um ano, além de sanções administrativas.
Esforço conjunto das forças de segurança
A execução dessas barreiras fiscalizatórias coube à Superintendência do Gabinete de Gestão Integrada (SUPGI), órgão ligado diretamente à Sesp-MT. A mobilização integrada uniu diferentes frentes para garantir a ordem pública nas ruas da capital mato-grossense.
O trabalho contou com o reforço operacional do Batalhão de Trânsito da Polícia Militar (BPMTran), da Polícia Militar, da Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Deletran) e do Departamento Estadual de Trânsito (Detran). Também integraram a força-tarefa a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), o Corpo de Bombeiros Militar, a Polícia Penal, o Sistema Socioeducativo e a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob).







