A policial penal Jorcenilma Franca Viegas foi afastada de suas funções após ser presa preventivamente durante a investigação da morte do motociclista Carlos Filipe, baleado no dia 22 de julho, em Cuiabá.
A medida foi oficializada pela Secretaria de Estado de Justiça (Sejus) e publicada no Diário Oficial do Estado desta terça-feira (11). O afastamento tem validade retroativa a 5 de agosto, data em que a servidora foi presa por determinação da 12ª Vara Criminal da Capital.
De acordo com a Portaria nº 00258/2026, a policial ficará afastada em razão da prisão preventiva, com manutenção da remuneração. Jorcenilma é lotada na Gerência do Grupo de Intervenção Rápida.
A prisão foi solicitada pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) após o avanço das investigações. Um dos principais pontos analisados são as imagens de câmeras de segurança, que não confirmariam a versão inicial apresentada sobre o episódio.
Conforme o primeiro registro da ocorrência, Carlos teria encontrado um celular pertencente à filha da policial e exigido dinheiro para devolver o aparelho. Também foi relatado que o motociclista teria reagido e tentado tomar a arma da servidora antes de ser baleado.
As gravações obtidas pela polícia, entretanto, mostram o motociclista chegando ao local, onde Jorcenilma e a filha já o aguardavam. A policial se identifica, ordena que ele se deite no chão e, em seguida, realiza os primeiros disparos.
O vídeo também registra Carlos tentando sair com a motocicleta enquanto os tiros continuam. Posteriormente, ele abandona o veículo e tenta fugir empurrando a moto, mas cai. Mais de dez disparos teriam sido efetuados durante a ação.
A defesa de Jorcenilma informou que pretende solicitar a revisão da prisão. Os advogados sustentam que existem circunstâncias que ainda precisam ser esclarecidas e esperam que a policial responda ao processo em liberdade.
A DHPP permanece responsável pelo inquérito e continua reunindo elementos para esclarecer a dinâmica e as circunstâncias da morte.







