NOTÍCIAS
Carregando as 20 últimas notícias...

Político de MT é investigado por desvio de R$ 1 milhão

Deputado suplente é alvo de operação por suposto desvio de R$ 1 milhão em MT

O suplente de deputado estadual e candidato para 2026 Hugo Garcia (PSDB) foi alvo da Operação Mandato Espúrio, deflagrada pela Polícia Civil para investigar um suposto esquema de desvio financeiro superior a R$ 1 milhão no Instituto Mato-Grossense de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigação (IMAFIR-MT).

Investigação de fraudes em instituto agrícola

Conduzido pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Cuiabá, o inquérito apura crimes como furto qualificado, estelionato e falsidade ideológica na gestão da entidade. Durante a ação na capital mato-grossense, os policiais cumpriram mandados de busca e apreensão, além de ordens judiciais para o bloqueio de contas e a suspensão de acessos bancários dos investigados. O instituto é tratado como vítima e colabora com as autoridades.

Disputa pelo comando e transferências suspeitas

De acordo com o levantamento policial, as irregularidades ocorreram em meio a um conflito jurídico pela representação legal do IMAFIR-MT. Garcia, que atuava como presidente da organização, é apontado entre os envolvidos em atos de gestão durante essa disputa interna. A polícia investiga se ex-dirigentes realizaram transações financeiras mesmo após decisões judiciais que os proibiam de comandar a instituição ou assinar em seu nome.

O caso veio à tona após indícios de fraudes em alterações estatutárias e movimentações patrimoniais atípicas. O objetivo atual é rastrear o destino exato do montante, identificar os verdadeiros responsáveis pelas autorizações e checar a legalidade das operações nas contas da entidade agrícola.

Movimentações financeiras sob escrutínio

Os investigadores detalharam que os valores sob suspeita ultrapassam a marca de R$ 1 milhão. Entre os repasses analisados, destaca-se uma transferência de aproximadamente R$ 774 mil direcionada para a conta particular e para a empresa do então diretor executivo do instituto. Outro montante, avaliado em R$ 270 mil, foi enviado a um escritório de advocacia.

Para estancar os danos financeiros, a Justiça decretou o bloqueio imediato das contas bancárias ligadas aos suspeitos. Também foram desativadas ferramentas tecnológicas de acesso, como tokens, certificados digitais, assinaturas eletrônicas, perfis de acesso e a chamada Chave J, impedindo qualquer nova tentativa de transferência, pagamento via Pix ou resgate em nome do IMAFIR-MT.