Um total de 55 indivíduos que cumprem pena em regime fechado e trabalham na cozinha de duas penitenciárias estadual passou por uma qualificação focada em normas sanitárias, técnicas de higiene e prevenção de contaminações durante o preparo da comida.
Capacitação na Cadeia Pública de Vila Rica
Na Cadeia Pública de Vila Rica, a qualificação reuniu seis detentos durante quatro horas de instrução. O curso foi ministrado pelas nutricionistas Eduarda Emanuela Silva dos Santos, da Sejus, e Karlla Karita Fulanetti Mundim Coelho, representante da empresa Summer Qualidade em Serviços.
A programação abordou limpeza pessoal, assepsia do ambiente, técnicas corretas para lavar as mãos, manipulação de comestíveis e divisão das porções. O grupo também aprendeu métodos para evitar contaminações dos tipos física, química e biológica.
Ao término da atividade, os detentos ganharam certificados. A unidade costuma aplicar esse treinamento todos os anos ou sempre que um novo custodiado assume a função na cozinha.
Instrução no Centro de Ressocialização em Várzea Grande
Já no Centro de Ressocialização Industrial Ahmenon Lemos Dantas (Criald), situado em Várzea Grande, a atividade teve a presença de 49 reeducandos. Com duração de uma hora, a aula foi estruturada pela nutricionista da Sejus Priscilla Alves, contando com instruções das profissionais Brenda e Ketlyn, da companhia Quatro Estações.
O foco principal recaiu sobre as diretrizes de manipulação correta dos ingredientes, sendo que a emissão dos certificados ficou programada para uma etapa posterior.
Neste estabelecimento penal, a reciclagem de conhecimentos acontece a cada três meses, servindo para relembrar normas de limpeza e otimizar a rotina de produção das refeições.
Prevenção de enfermidades e melhoria dos serviços
A nutricionista Eduarda Santos destacou a importância da formação para prevenir doenças transmitidas por alimentos e garantir a segurança e a qualidade das refeições servidas nas unidades prisionais.
As instruções englobam desde a limpeza rigorosa das mãos e dos locais de trabalho até o manuseio adequado dos ingredientes, evitando a introdução de agentes nocivos na comida servida aos detentos.
Essas iniciativas integram o plano de melhoria contínua dos serviços de nutrição no sistema prisional mato-grossense, proporcionando aprendizado prático e promovendo um ambiente de trabalho mais seguro e regulamentado para os reclusos.







