O produtor rural Vilmondes Tomain garantiu sua recondução à presidência da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) durante votação realizada nesta sexta-feira (4), na capital mato-grossense.
Chapa única e união do setor produtivo
A votação ocorreu na sede da instituição, em Cuiabá, reunindo líderes de várias regiões. Com a chapa única “União que Fortalece – Gestão que Avança”, o dirigente foi aclamado por unanimidade pelos 82 sindicatos rurais presentes no pleito. A nova gestão abrangerá o quadriênio de 2027 a 2030, dando seguimento aos projetos iniciados no começo de 2023. Atualmente, a estrutura sindical conta com 96 sindicatos atuantes em 142 municípios do estado.
Conquistas e pautas estratégicas da gestão
Durante o primeiro mandato, a entidade focou em frentes técnicas, institucionais e políticas, com destaque para a segurança jurídica, regularização ambiental, crédito rural e infraestrutura. Entre as principais vitórias está a queda de 30% nos índices do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) aplicados no abate de fêmeas bovinas e bubalinas, uma conquista viabilizada em conjunto com a Acrimat e embasada por dados do Imea. A gestão também se destacou pela criação do Cejusc do Agro, voltado para a mediação de conflitos no setor.
Interiorização e valorização da família rural
A aproximação com o interior do estado foi impulsionada por investimentos em capacitação e projetos sociais do Senar MT, com a previsão de instalar cerca de 20 Núcleos Avançados de Capacitação (NAC). Além disso, a marca da instituição evoluiu para “A Casa da Família Rural”, abrindo espaço para iniciativas como a Comissão Famato Mulher e programas de saúde e lazer nas comunidades do campo.
Trajetória e próximos passos
Originário de Conceição das Alagoas (MG) e atuante em Mato Grosso desde 1988, Tomain possui uma sólida carreira na gestão pública e no sindicalismo rural, tendo presidido o Sindicato Rural de Barra do Garças antes de assumir o comando estadual em 2023. Para o próximo ciclo administrativo, a prioridade será manter o diálogo, buscar novas tecnologias para o campo, cobrar previsibilidade tributária e defender incansavelmente os interesses dos produtores mato-grossenses.







