Diante do avanço do período de chuvas na capital mato-grossense, uma força-tarefa formada pela prefeitura local e pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) iniciou uma devassa técnica em dezenas de edificações seculares localizadas no Centro Histórico de Cuiabá.
Risco estrutural agravado pelas chuvas O objetivo principal da mobilização, que contou com o apoio da Defesa Civil e da Secretaria de Planejamento, foi mapear imóveis vulneráveis para impedir quedas de fachadas e paredes sobre calçadas e vias de grande circulação. De acordo com o levantamento oficial, a combinação entre a ausência de conservação ao longo dos anos e a infiltração provocada por temporais atípicos deteriorou rapidamente estruturas de taipa, madeira e terra crua, empurrando construções históricas para uma situação de colapso iminente.
Plano de contenção e reformas emergenciais Para proteger pedestres, moradores e o patrimônio arquitetônico tombado, as autoridades estabeleceram medidas imediatas divididas em frentes estratégicas de atuação. Edificações públicas e privadas que apresentam estado crítico passarão por obras urgentes de escoramento, garantindo a sustentação de paredes e fachadas ameaçadas.
Parceria acadêmica e apoio social Em uma frente voltada para o âmbito habitacional, o programa Conviver do IPHAN firmou parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) para viabilizar a recuperação de casarões pertencentes a famílias de baixa renda. As intervenções nesses locais vão priorizar métodos tradicionais de construção, como o uso de adobe e taipa, preservando a originalidade arquitetônica dos bens.
Desburocratização e segurança para o comércio Como parte das diretrizes para o perímetro tombado, profissionais de engenharia e arquitetura da região passarão por capacitações específicas para orientar proprietários e comerciantes sobre manutenções seguras. A medida busca simplificar e acelerar a liberação de licenças para obras de conservação.
Resumo das ações emergenciais As frentes de trabalho foram divididas entre a Defesa Civil e a Secretaria de Planejamento, encarregadas do escoramento imediato de estruturas vulneráveis antes do pico das chuvas, e o IPHAN em conjunto com a UFMT, focados na reestruturação de moradias sociais com técnicas tradicionais. O reforço técnico do corpo municipal complementa a estratégia para destravar projetos de restauração comercial com maior agilidade.







