A colheita do algodão ganhou força nas principais regiões produtoras de Mato Grosso entre 26 de julho e 1º de agosto. O clima quente e a ausência de chuvas favoreceram a entrada das máquinas nas lavouras e também ampliaram o movimento nas unidades responsáveis pelo beneficiamento da fibra.
O ritmo dos trabalhos, contudo, ainda apresenta diferenças entre os polos produtores. Nas áreas em que a semeadura foi realizada mais tarde, aproximadamente 13% da produção já foi retirada do campo. No Vale do Araguaia, mais adiantado nesta etapa da safra, a colheita alcança cerca de 75% das lavouras.
Os primeiros resultados indicam desempenho acima do projetado em diversas propriedades. A produtividade está entre 220 e mais de 400 arrobas por hectare, enquanto vários talhões registram rendimento superior a 360 arrobas. O aproveitamento da pluma após o beneficiamento também é considerado positivo na maior parte das áreas acompanhadas.
Mesmo com o avanço das máquinas e os bons índices de produtividade, os produtores precisam redobrar os cuidados nesta reta final. Precipitações pontuais em algumas localidades podem comprometer a qualidade do algodão que permanece exposto no campo.
A Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa) também recomenda a continuidade do monitoramento e do combate ao bicudo-do-algodoeiro e à mosca-branca. Segundo a entidade, a eliminação correta dos restos culturais e o manejo adequado das lavouras são fundamentais para evitar a sobrevivência das pragas durante a entressafra e reduzir os riscos para o próximo ciclo produtivo.







