Dois suspeitos de envolvimento no assassinato do servidor público José Carlos Toninato, de 59 anos, foram presos temporariamente nesta quinta-feira (6), em uma ação da Polícia Civil. Além das prisões, as equipes cumpriram sete mandados de busca e apreensão e outras determinações judiciais durante a Operação Ponto Cego.
José Carlos trabalhava na Prefeitura de Mirassol D’Oeste e foi morto dentro de uma residência situada entre os bairros Pôr do Sol e Morumbi, no dia 1º de julho. Ele foi atingido por tiros de espingarda calibre 12 e pistola calibre 9 milímetros, na cabeça.
A apuração policial indica que os responsáveis organizaram previamente todas as etapas do homicídio. Os participantes teriam recebido tarefas específicas, desde a invasão da casa até o transporte utilizado para deixar o local após o ataque.
Segundo a reconstrução feita pelos investigadores, quatro homens chegaram juntos ao endereço. Três arrombaram o portão e entraram no imóvel, enquanto o motorista aguardou dentro do veículo. Dois invasores atiraram contra o servidor e, logo depois, o grupo fugiu. A ação foi concluída em cerca de 60 segundos.
O caminho percorrido pelos suspeitos antes e após o assassinato foi identificado a partir da análise de gravações de diferentes câmeras de segurança. As imagens também contribuíram para localizar uma propriedade que teria servido como ponto de encontro e apoio para a execução do plano.
Nesse imóvel, os policiais encontraram indícios de uma tentativa de apagar registros que poderiam identificar os envolvidos. O cartão de memória das câmeras instaladas no endereço teria sido retirado ou danificado para dificultar o trabalho da investigação.
A Operação Ponto Cego busca reunir novas provas, determinar a atuação de cada integrante e esclarecer o que motivou a morte do servidor. O inquérito permanece sob responsabilidade da Polícia Civil.







